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Livro: Die Blutschule (experiência de leitura + vídeo)

Título: Die Blutschule (tradução livre: A Escola Sangrenta)
Autor: Max Rhode
editora: Bastei Lübbe AG
páginas: 255
ano:2015
Gênero: Terror

Ao serem levados a uma cidadezinha pacata pelos pais durante as férias escolares, dois jovens berlinenses acabam vendo sua família desabar após conhecerem a história de um espelho amaldiçoado.

A sinopse já era estranha, mas por influência da capa e de uma recomendação do Der Spiegel, que prometia um novo e excelente bestseller de terror, acabei escolhendo Die Blutschule como meu desafio pessoal de começo de ano.

Uma das minhas metas para 2016, paralela ao meu intercâmbio em Berlim, era a leitura integral de uma obra de algum autor alemão, de preferência não muito conhecido. Max Rhode caiu como uma luva (mesmo depois de eu descobrir que o nome é, na verdade, um pseudônimo de Sebastian Fitzek). Eu, que já havia tido a experiência de ler textos, livros e trechos em alemão de obras adaptadas, caí de cabeça em uma leitura que foi o meu maior desafio em muito tempo: um livro em alemão que nunca havia sido traduzido para outro idioma.

Os interessados por idiomas com certeza vão me entender, mas não tem nada mais desafiador e delicioso do que sentir que compreendeu uma história em um idioma que não é o seu. Eu confio no meu nível de alemão, mas não confiava nas minhas habilidades de leitura no idioma. Ao fim do desafio, me senti muito mais motivada a continuar estudando.

Eu acabei não gostando tanto assim do livro no fim das contas. Uma obra de 255 páginas com mais de 100 de introdução não conquista nem o maior dos fanáticos por descrições detalhadas (e essa talvez seja eu mesma). Apesar do bom desenrolar da história e do pico de adrenalina que o autor injeta em sua narrativa da metade para o fim da trama, eu acho que a surpresa que tive em relação ao enredo ao longo da leitura foi mais negativa do que positiva. Não consegui me conectar com os protagonistas e me decepcionei um pouco com a tal recomendação do Spiegel. Vou demorar pra consultar a lista de recomendações deles de novo.

Mas o meu foco com esse livro nunca foi exatamente a história, e sim o idioma. Para os que estão habituados aos níveis de aprendizado de idiomas, meu alemão se encaixa atualmente entre o B2 e o C1. Não posso dizer que a leitura foi no mesmo ritmo das que faço na língua materna, tampouco que se assemelha ao meu nível de leitura em inglês. Mas fiquei absurdamente feliz de sentir que não precisei do dicionário mais do que umas 5 vezes ao longo de todo o livro para compreender a história.

Avaliação: 3 xícaras

Acho que posso dizer sem medo que meu objetivo nesse desafio pessoal de começo de ano foi alcançado. E recomendo a todos os estudantes de idiomas que comecem a ler no idioma alvo o mais cedo possível! Leitura é uma habilidade mais difícil do que parece e que só se alcança com prática e persistência!

No vídeo, comento melhor as minhas impressões do livro e a experiência de leitura.

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