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Filme: Mad Max – Estrada da Fúria (resenha)

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Título: Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
direção: George Miller; roteiro: George Miller, Brendan McCarthy, Nico Lathouris;
elenco: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, Hugh Keays-Byrne, Rosie Huntington-Whiteley, Riley Keough, Zoë Kravitz, Abbey Lee, Courtney Eaton.
ano: 2015; duração: 120 minutos; país: Austrália, EUA;
gênero: ação, aventura;


MAX ESTÁ DE VOLTA

“I live. I die. I live again.”


Todo bastante repaginado, o clássico de ação do final dos anos 1970 e dos anos 1980
Mad Max está de volta e vem com muita força nesse Oscar 2016. Bem produzido, o longa concorre a 10 estatuetas, ficando atrás apenas de O Regresso.

Acredito que muitos de vocês tenham vistos os primeiros filmes da franquia, estrelando Mel Gibson como Mad Max, um ex-policial em busca de vingança após o assassinato de sua filha e esposa. Já digo de antemão que eu não assisti os outros três filmes e tudo que disse e direi sobre eles me foi contado, e alerto aos que não assistiram, que não se assustem, mesmo que um pouco confuso, Mad Max: Estrada da Fúria faz sentido por ele mesmo.

madmax_tomO filme se passa num mundo pós-apocalíptico, onde a escassez de água e combustível atinge aos que sobreviveram e faz com que todos estejam em uma batalha constante uns com os outros. Max Rockatansky (Tom Hardy) é um homem que vaga sozinho em seu carro pelas paisagens desertas e que, como ele mesmo diz, é aquele que foge dos vivos e dos mortos: caçado por catadores de sucata, assombrado por aqueles que ele não pode salvar (sobre isso nada é muito explicado durante todo o filme, então é um daqueles pontos nos quais você busca a referência nos primeiros filmes da franquia, mas que não interferem diretamente na história).

Max é, então, capturado por War Boys, marionetes violentas que fazem parte do exército de madmax_joeImmortan Joe (Hugh Keays-Byrne), um déspota que monopolizou a água potável e se diz ser o único salvador das almas das pessoas miseráveis que habitam a Cidadela, o único que poderia abrir as portas de Valhalla a eles (sim, o paraíso presente na mitologia viking).

Imperator Furiosa (Charlize Theron) é uma das lideres do exército de Immortan Joe e é convocada a liderar um comboio a outras duas cidades, Gas Town e Bullet Farm, para buscarem combustível e munição. O caminho é aparentemente simples, uma estrada reta até a próxima cidade; Furiosa, porém, desvia da rota e sai da estrada. Immortan Joe é avisado sobre isso descobre, então, que suas esposas, chamadas horrivelmente de breeders (o equivalente a procriadoras, em português), fugiram e enlouquece com isso, declarando guerra a Furiosa e chamando seu exército para uma perseguição e posterior recuperação de suas cinco esposas: The Splendid Angharad (Rosie Huntington-Whiteley), Capable (Riley Keough), Toast the Knowing (Zoë Kravitz), The Dag (Abbey Lee) e Cheedo (Courtney Eaton).

Enquanto isso, dentro da Cidadela, Max é mantido como um banco vivo de sangue, fazendo transfusões involuntárias a War Boys com suas meias vidas. Quando o chamado de Immortan Joe vem, Nux (Nicholas Hoult) está recebendo o sangue de Max. Nux só pode ser descrito como alucinado; tentam argumentar que ele não pode ir pra guerra se não pode se manter de pé, de tão fraco, ele, porém, diz que, se ele vai morrer, ele vai morrer e chegar em Valhalla pela Estrada da Fúria.No entanto, ele precisa de Max, seu saco de sangue (blood bag), como ele mesmo diz, e Max é preso em frente ao carro de Nux, com uma corrente mantendo-o preso ao War Boy durante toda a eletrizante perseguição.

Depois de muita ação, manobras, carros capotando e pessoas mortas, Max consegue fugir, trazendo Nux consigo, e encontra Furiosa e as cinco esposas, E sai com elas no caminho para o “lugar verde” (the green place), para onde elas estão indo.

Sem mais detalhes sobre o roteiro, o filme é todo muitíssimo bem produzido e dirigido – George Miller concorre ao prêmio de melhor diretor pelo longa – e merece muito todas as indicações nas categorias técnicas que recebeu. Apesar de não ter um roteiro brilhante, o que salta mesmo aos olhos é a força feminina que vemos no filme todo. Furiosa é quem chama mais atenção: conquistou seu lugar na hierarquia, tem o respeito dos comandados, faz seu próprio destino, defende as esposas que precisam de ajuda para fugir, fala pouco, age muito. É um exemplo de força feminina e Charlize Theron representa isso muitíssimo bem. As esposas não ficam muito atrás, ainda que, de certa forma frágeis, tiveram força de fugir se defenderam da melhor maneira possível, sem se entregar em momento algum. E é muito bom poder ver esse tipo de força representado em um filme que tinha tudo para ser o ápice do machismo nosso de todo dia. É realmente muito bom, E, se o filme não vale pela ação, ele vale quando vemos que, nele, a mulher ganha poder, ganha destaque e o feminismo ganha força. Ainda não é tudo o que queremos, mas já é mais do que já tivemos.

Hardy também faz bem o papel de Max, ainda que eu acredite que seu “estilo de violência” seja diferente do de Mel Gibson, mas, como eu disse, essa é uma versão completamente nova da franquia e o britânico faz muito bem seu papel.

Classificação: 4 xícaras (4/5)

Recomendo esse filme para os que procuram por ação, tiros, fogo, lutas corporais, carros e corridas perigosíssimas; Estrada da Fúria é um codinome muito pertinente. Recomendo também para quem quer ver como uma mulher pode se defender muitíssimo bem, muito obrigada.

 

And Furiosa says “let’s do this shit together”. You go, Furiosa!

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