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Livro: Looking for Alaska (vídeo)

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Título: Looking for Alaska
Autor: John Green
Editora: Speak
Ano: 2005 pg.: 245
Gênero: Romance, Contemporâneo, Young Adult

Quem acompanha o blog deve estar percebendo a minha inclinação a demorar a postar aqui depois que libero o vídeo. Pois é, a preguiça tem dessas.
Vem ver o vídeo onde converso sobre o segundo livro do John Green que leio, o Looking for Alaska!

Já temos resenha aqui no blog para outros livros dele: A Culpa é das Estrelas, Will & Will e Paper Towns.

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O que mais quero comentar aqui no post foi mais ou menos o que comentei na resenha de A Culpa é das Estrelas: John Green e os adolescentes leitores.
Daquela vez, me peguei surpreendida com o quanto John Green não subestima seus leitores adolescentes ao colocar temas complexos e questões que estão além da realidade desse tipo de leitor. E comentei que isso foi uma grande e agradável surpresa. Dessa vez não foi diferente, e foi até melhor. Em Looking for Alaska, John Green usa a temática da morte desde o início, e a explora novamente pelo resto do livro. Pode até ser a mesma temática de A Culpa é das Estrelas, mas dessa vez a abordagem foi muito menos lúdica.

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Temos um protagonista, Miles (Pudge), viciado em últimas palavras e leitor ávido de biografias justamente para conhecer esses últimos momentos de personalidades que ele nem conhece muito da obra ou nunca foi fã em vida. Tudo isso culmina em uma busca pelo sentido da vida, o universo e tudo mais, e só se agrava quando ele encontra Alaska, uma menina que quer efetivamente descobrir a charada para uma última frase encontrada num livro de Gabriel Garcia Marquez: “How will I ever get out of this labyrinth!”

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Este é um diferencial, o incômodo, o fora da curva. Por mais que a proposta seja de ser um livro adolescente, a história se desenvolve de uma maneira que tira até um adulto do eixo. O leitor vai se pegar pensando em todas as questões colocadas sobre vida, morte, significado, busca por algo talvez inalcançável. Já vi muitos comentários que colocavam esse livro como inspirado em O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger, mas nunca li a obra, então não posso fazer essa comparação. Mas acredito, e não acho que seja desmerecedor trazer a inspiração de um livro clássico para o entendimento e a realidade de adolescentes atuais. Acho, de verdade, que John Green contribui efetivamente para a criação de leitores inteligentes e críticos, e espero que tenha vida longa na escrita.

Avaliação: 4 xícaras (4/5)

Sim, foi um livro que me tocou, dentro de suas intenções e capacidades, já que não sou definitivamente o público-alvo dessa história. Mas eu a indico com força a adultos, também, mas principalmente a adolescentes. Acho que todo adolescente deveria incluir John Green em suas leituras.

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