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Filme: Perdido em Marte (resenha)

Título: Perdido em Marte (The Martian)
direção: Ridley Scott; roteiro: Drew Goddard (baseado no livro The Martian, de Andy Weir);
elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña, Kate Mara, Sean Bean, Sebastian Stan, Aksel Hennie, Chiwetel Ejiofor, Benedict Wong;
ano: 2015; duração: 144 minutos; país: EUA;
gênero: aventura, drama, sci-fi;

O PIRATA ESPACIAL

“Hi, I’m Mark Watney and I’m still alive…
Obviously.’

 

Acumulando sete indicacões ao Oscar 2016, incluindo melhor fime, melhor ator para Matt Damon e melhor roteiro adaptado para Drew Goddard – e mais outras quatro categorias técnicas, Perdido em Marte me surpreendeu positivamente em todos os aspectos. É emocionante, divertido e não exatamente o que eu esperava de um filme com um roteiro como esse.

Matt Damon é Mark Watney, astronauta membro de uma equipe da NASA com a missão de estudar o solo em Marte, missão essa que deveria durar 31 sols (dia solar marciano). No 18° sol, porém, uma tempestade de poeira e terra vermelha, força a equipe a bater em retirada e voltar para Hermes, a nave orbitante que os levou até Marte e os traria de volta à Terra. Tudo ia relativamente bem, até Watney ser atingido por destroços em meio à tempestade e se perder dos outros tripulantes. Sob protestos, a Comandante Melissa Lewis (Jessica Chastain) volta para procurá-lo, mas a tempestade fica cada vez pior e, apesar dos esforços, Watney é dado como morto. A equipe volta para a nave e embarca em sua longa viagem de volta com um tripulante a menos.

Contudo, Watney não morreu. Foi, sim, atingido e ferido durante a tempestade, porém sobreviveu e se viu absolutamente sozinho, sem comunicação nenhuma com Houston ou qualquer outro lugar, já que seu ferimento foi justamente causado pela antena que os mantinha em contato com a Terra. Ele consegue voltar para  abrigo onde a equipe se instalara durante a missão e, lá, inicia sua jornada de sobrevivência, gravando tudo em um diário de bordo com as câmeras existentes dentro do abrigo.

 themartian_1O senso de humor de Watney é, por falta de palavra melhor, incrível. É ácido e divertido e, mesmo quando ele tem certeza de que vai morrer sozinho em Marte, ele tem uma piada a fazer sobre isso. Em momento nenhum ele desiste de sobreviver e isso é o mais tocante e inspirador de toda a história. Ele aplica todos os seus conhecimentos científicos e procura meios de sobrevivência; calcula modos de conseguir sair dali e até faz, dentro do abrigo, uma plantação de batatas, que lhe garante comida suficiente por todo o período no qual fica sozinho em terras marcianas.

Enquanto isso, na Terra, o diretor da NASA, Teddy Sanders (Jeff Daniels) precisa lidar com a imprensa e o fato da vida de um astronauta ter sido perdida durante a missão. Pelo menos erao que todos achavam até Watney conseguir se comunicar com eles e dizer “pessoal, não se enganem, eu estou vivo”. Com isso outros membros de departamento de operações da agência espacial estadunidense, como Vincent Kapoor (Chiwetel Ejiofor), Bruce Ng (Benedict Wong), Mitch Henderson (Sean Bean), juntam forças para encontrarem uma maneira de recuperar Watney, enquanto ele tenta sobreviver sozinho no planeta vermelho.

Sem entrar muito mais no roteiro, já que a tensão em cada um dos planetas é o que faz o filme, Perdido em Marte é um ótimo filme. É muito interessante perceber a forma com que todos os gêneros são bem explorados e equilibrados; é divertido, é emocionante, é nerd, é repleto de aventuras e expectativa, tudo ao mesmo tempo. Sem cansar, sem exigir demais.

Como fã do Ridley Scott que sou, achei produção e direção excelentes. O roteiro é cheio de reviravoltas e muito bem desenvolvido dentro das quase duas horas e meia de filme, achei a indicação para melhor roteiro adaptado bastante pertinente, bem como a indicação de Matt Damon para melhor ator. Ele atua sozinho rodeado por terra vermelha por setenta porcento do filme e, mesmo assim, ele é excelente e vencedor do Globo de Ouro de melhor ator em filme de comédia ou musical (ainda que eu ache essa classificação do Globo de Ouro bastante questionável, já que, como o próprio Ridley Scott disse no seu discurso de agradecimento após ganhar o prêmio de melhor diretor em filme de comédia ou musical, “Comedy… ?”). Sou muito fã do Damon também, mas não acredito muito em sua vitória na categoria, mesmo sempre possamos esperar tudo da Academia.

Classificação: 4 xícaras(4/5)

Recomendo o filme a todos que estiverem procurando por uma ficção científica com nerdice moderada, mas muito divertida. E, como diria o muito sábio Quincas Borba, ao vencedor, as batatas!

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