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Livro: O Exorcista (resenha + vídeo)

Título: O Exorcista (The Exorcist)
Autor: William Peter Blatty
editora: Agir / Editora Nova Fronteira
páginas: 336
ano: 2015
Gênero: Terror

Depois de enrolar séculos pra gravar e milênios para editar, finalmente liberei a resenha em vídeo da minha melhor leitura do mês de horror – sim, resenha de outubro saindo quase em 2016 e eu espero que vocês me desculpem por isso. Resenhei O Exorcista, de William Peter Blatty, um dos livros mais icônicos da literatura de terror. No vídeo, comento bem minhas impressões acerca da obra, então, aqui no post, vou me ater à minha percepção dos personagens e aos motivos que levaram essa obra a se tornar um ícone.

Eu tenho uma atração enorme por personagens com um estilo de vida peculiar. E peculiar, aqui, não sendo algo estranho, mas sim algo que não se assemelha em nada à minha realidade. Essa minha preferência me levou a amar Damien Karras, o padre cético e sarcástico que ocupa o posto de um dos protagonistas da história.

O Exorcista

Me lembro de já ter gostado do padre Karras quando assisti o filme, mas não chegava nem de perto da relação que criei com o personagem ao longo da leitura. Eu torci, durante toda a trama, para que o padre exercesse o papel central e mais importante – e fiquei muito feliz com o fim desse personagem. Um dos pontos que mais me fizeram apaixonar pelo Damien foi a relação dele com outro padre, Joe Dyer, que pode ser interpretada de várias formas e que diz muito sobre as facetas do personagem.

Como protagonista, Damien ofusca quase que por completo a atriz Chris MacNeil, personagem de muita relevância para a história, mas de exploração e desenvolvimento medianos. Chris é uma dessas personagens sobre as quais a gente pensa que sabe muito, mas não sabe nada. Isso acontece muitas vezes na literatura, com aqueles personagens que vêm recheados de informações, mas com uma exploração de personalidade que deixa a desejar. Isso, por sinal, foi uma coisa que me chateou um pouco.

O Exorcista

Chris é ofuscada por todos os lados. É ofuscada por Damien, é ofuscada pelos surtos da filha e é ofuscada até mesmo em sua perspectiva dos fatos por basicamente todos os personagens com quem interage. Isso é um pouco frustrante para uma protagonista. Chris acaba sendo mais uma narradora da própria história.

Quantos aos motivos que levaram O Exorcista a ser considerado um livro icônico, acho que não posso deixar de salientar o mérito do autor na escolha dos personagens e na pesquisa. Qualquer um faz uma história com alguém sendo possuído, mas é necessária uma dose extra de estômago para fazer isso com uma garota tão nova e doce como a Regan. Fazer uma personagem tão inocente ser vítima e seu próprio algoz é algo violento e depravado, mas que, no contexto do Exorcista, também ficou genial.

O Exorcista

A pesquisa do filme, então, é algo excepcional. Um padre, que também é psiquiatra, e que se encontra, ele mesmo, preso entre diagnosticar uma doença ou exorcizar um demônio não é algo que se vê todo dia, nem no universo da ficção. Nem o mais atento dos leitores consegue dizer, antes do fim do livro, com absoluta certeza, se o nosso vilão é um demônio ou uma doença. E a pesquisa do autor, apresentada por meio do Damien, é algo primordial para esse efeito.

Avaliação: 5 xicaras

No vídeo, exploro mais o enredo e as minhas impressões acerca dele – com alguns surtos de amor pelo livro no meio de tudo isso.

O Exorcista

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