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Filme: A Teoria de Tudo (resenha)

Theory-of-EverythingTítulo: A Teoria de Tudo
direção: James Marsh; roteiro: Anthony McCarten (baseado no livro Travelling to Infinity: My Life with Stephen de Jane Hawking);
elenco: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Harry Lloyd, David Thewlis, Maxine Peake
ano: 2014; duração: 123 minutos; país: Reino Unido;
gênero: biografia, drama

 

 

Physics is back in the business

“— Hello.
— Hello.
— Science.
— Arts.”

 

A Teoria de Tudo vem com grandes indicações no Oscar desse ano. Já ganhador do Globo de Ouro de melhor ator para Eddie Redmayne e melhor trilha sonora, as indicações ao grande prêmio da Academia são: melhor ator (Eddie Redmayne); melhor atriz (Felicity Jones); melhor roteiro adaptado (Anthony McCarten); melhor trilha sonora (Jóhann Jóhanssonn), e, claro, melhor filme.

stephenjaneBaseado nos relatos escritos por Jane Hawking em “Travelling into infinity: my life with Stephen”, A Teoria de Tudo apresenta a vida de Stephen Hawking durante todo o período de seu primeiro casamento: a descoberta da doença, sua aproximação com Jane, suas ideias sobre buracos negros, seus filhos, suas frustrações e vitórias.

Stephen Hawking (Eddie Redmayne) era um estudante de Cambridge quando conheceu Jane Wilde (Felicity Jones), estudante de artes que queria se especializar em poesia medieval espanhola. Conversaram durante uma festa e não demoraram a se aproximar. Não muito depois do grande baile da universidade, Stephen descobre ter MND (do inglês Motor Neuron Disease, em português doença do nervo motor), doença degenerativa que destrói as células que controlam os movimentos voluntários como andar, falar, engolir, e que, eventualmente, leva à morte. Desacreditado pelo médico, que lhe dá dois anos de vida, e por ele mesmo, Stephen se afasta das pessoas, inclusive de Jane e de seu melhor amigo Brian (Harry Lloyd).

Jane não aceita a ideia de se afastar e declara seu amor por Stephen, os dois se casam e a vida deles juntos começa. Logo tem seu primeiro filho e Stephen consegue seu doutorado em Cambridge sobre buracos negros e tempo, sempre incentivado por seu professor Dennis Sciama (David Thewlis).

Com o avanço da doença, os movimentos de Stephen ficam cada vez mais escassos, assim cotheory_of_everything3mo sua habilidade de falar e se expressar. E, mesmo com todas as dificuldades, Jane e Stephen são companheiros o tempo todo. Ela aprende sobre física e sobre o trabalho dele, cuida dele, ele entende que a situação está longe de ser simples e entende que ela precisa de ajuda. E a relação dos dois é muito doce, sempre, e isso é uma das coisas que mais me fez gostar do filme.O companheirismo e o amor estão sempre presentes e é incrível como, apesar de todas as dificuldades, eles gostam de verdade um do outro.

Sobre a atuação de Eddie Redmayne não há discussão nenhuma: absolutamente incrível. Vencedor do Globo de Ouro, do BAFTA e do SAG Awards, Redmayne merece o Oscar e minha torcida por ele será absoluta. Chega a ser assustador, em alguns momentos, a maneira com a qual ele incorpora Hawking e como nos mostra o avanço e as consequências da doença. Emocionante de verdade.

tumblr_nip8kgeNpT1s862sco1_500Felicity Jones também está incrível como Jane Hawking e os dois fazem cenas incríveis e tocantes (e que me fizeram chorar por diferentes partes do filme).

Avaliação: 4 xícaras4/5

Indico o filme pra todas as pessoas, mas principalmente pra quem está procurando uma história muito romântica e emocionante de um amor, companheirismo e amizade verdadeiros, que permaneceram até depois do fim do casamento.

 

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