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Filme: The Grand Budapest Hotel (resenha)

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Título: The Grand Budapest Hotel
direção: Wes Anderson; roteiro: Wes Anderson, Hugo Guinness (roteiro baseado nas obras de Stefan Zweig);
elenco: Ralph Fiennes, Tony Revolori, F. Murray Abraham, Jude Law, Tom Wilkinson, Adrien Brod, Tilda Swinton. Edward Norton, Saoirse Ronan, Jeff Goldblum, Willem Defoe
ano: 2014; duração: 100 minutos; país: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido;
gênero: aventura, drama, comédia

 

 

“ — Why do you want to be a lobby boy?
 —Well, who wouldn’t – at the Grand Budapest, sir. It’s an institution.”

 

 

Hoje nós damos a partida para a segunda edição do nosso especial de resenhas sobre os indicados a Oscar de Melhor Filme. E, com um prazer enorme, a primeira resenha é minha e eu vou falar de um dos melhores filmes que eu vi nos últimos anos.

The Grand Budapest Hotel está indicado a nove Oscars ao todo, sendo eles, melhor diretor, roteiro original, edição, fotografia, produção, figurino, maquiagem, trilha sonora e, claro, melhor filme. Além das cateogorias do Oscar, também concorreu a inúmeros outros prèmios e ganhou o Globo de Ouro de melhor filme de musical ou comédia.

Antes de se comentar sobre a história como produção cinematográfica, acredito que um pequeno comentário é cabível aqui: o roteiro do filme, escrito pelo diretor Wes Anderson e por Hugo Guinness, foi inspirado nas obras literárias do escritor austríaco Stefan Zweig, e, por isso, a primeira cena do filme (na minha opinião, a mais brilhante de todas) é a aparição do entitulado The Author (Tom Wilkinson) em seu escritório em 1985, dizendo que os fatos que serão descritos estão apresentados exatamente como chegaram a ele, e, então, o prólogo sofre um flashback.

Na fictícia República da Zubrowka, nos Alpes, destruída pela guerra e tomada pela pobreza, se localiza o Grand Budapest, hotel antes muito famoso e imponente, agora em franca decadência, e é nele onde The Author, ainda jovem (Jude Law), se instala durante o mês de agosto após sofrer de uma febre muito comum aos intelectuais da elite da época. E é lá, também, que ele conhece Zero Moustafa (F. Murray Abraham), dono do hotel, e escuta sua interessante história e, consequentemente, parte da história do Grand Budapest.

GRAND BUDAPEST HOTEL_c371.JPG

Em um segundo flashback, voltamos a 1932, quando o hotel ainda era grande e imponente, e comandando pelo grande concierge Monsieur Gustave H. (Ralph Fiennes). Monsieur Gustave era extremamente competente e tinha clientes fiéis, e uma pequena queda por senhoras velhas e ricas. Uma delas era Madame D. (Tilda Swinton). O jovem Zero Moustafa (Tony Revolori) era, na época, o mensageiro do Grand Budapest, e recém contratado, não demora muito para se aproximar de M. Gustave e, além de receber seus ensinamentos de como ser um ótimo mensageiro, se tornar amigo dele.

grand-budapest-hotel-willem-dafoe-adrien-brodyEntão, um dia, Zero vai buscar o jornal e vê a notícia de que Madame D. havia falecido sob estranhas circustâncias, corre para avisar M. Gustave e os dois vão até a casa da senhora lhe prestar uma última homenagem e ouvir a leitura de seu testamento. Para a surpresa de todos, principalmente de seu filho Dmitri Desgoffe und Taxis (Adrien Brody), Madame D. tinha deixado para M. Gustave um quadro valiosíssimo. Dmitri não aceita muito bem a notícia e M. Gustave acaba roubando o quadro, com a cumplicidade do mordomo da casa e de seu fiel mensageiro Zero. Pela ajuda que Zero lhe deu com o roubo do quadro, o concierge promete a ele que o fará seu herdeiro em seu futuro testamento.

Eles retornam para o Grand Budapest e escondem o quadro. Não muito tempo depois, recebem a visita do inspetor Henckels (Edward Norton), e M. Gustave é preso sob a acusação de ter assassinado Madame D. E, assim, a grande aventura de Zero e M. Gustave começa.

De muitas observações que eu poderia fazer sobre o filme, eu destaco duas que acho mais relevantes: as atuações de Fiennes e Revolori. Brilhantes, ambas. Sou fã incondicional de Fiennes (e não escondo isso) e achei incrível como ele conseguiu fazer um papel cômico com a maestria de sempre; expressões faciais, reações, modo de falar, tudo me encantou em Monsieur Gustave. Da mesma forma com Zero. O menino é ótimo, engraçado, e também atuou brilhantemente.

Li algumas resenhas que classificaram The Grand Budapest Hotel como uma tragicomédia; acredito ter minhas ressalvas quanto a isso, mas também não acredito que a classificação esteja equivocada. Rótulos à parte, é um ótimo filme, com ação, graça, sutileza e atuações incríveis por todos os lados. Destaquei apenas duas, por serem dos dois protagonistas da história, mas acredito que todas mereçam comentários. Brody, genial como sempre; Norton (de quem também sou fã incondicional) sempre me supreende quando faz papéis como o do inspetor Henckels; Willem Defoe com sua expressão maníaca de sempre. Até pequenas aparições como as de Bill Murray e Owen Wilson são incríveis.

Bom… Acho que já deu pra perceber que eu adorei o filme. Sim, adorei. Me prendeu a atenção o tempo todo e eu ria e me mexia e queria saber qual seria a próxima genialidade que eles iam mostrar. Não tenho qualquer comentário negativo sobre o filme e, digo, essa é a minha primeira nota máxima de avaliação aqui no blog.

Avaliação: 5 xicaras 5/5

 

Acredito que não é um filme que agrada a todos os tipos de pessoas. Tenho amigos que assistiram e acharam um ótimo filme, mas não gostaram dele. Sobre a minha avaliação, acho relevante dizer que cheguei a ganhar um “esse filme é a sua cara, eu tenho certeza que você vai adorar” e, depois de assistir e confirmar que, sim! eu adorei!, ganhei um “eu sabia!”.

Só digo: deem uma chance para Zero e M. Gustave. Pode não ser o favorito da noite, mas foi, sem dúvidas, o que mais me conquistou.

 

*Aproveito o comentário sobre Edward Norton fazer papéis cômicos/tragicômicos para recomendar uma tragicomédia americana muito interessante da qual ele participa; chama-se Moonrise Kingdom, de 2012, que conta a história de dois jovens (não, jovens não, crianças mesmo) que se apaixonam e resolvem fugir, causando um grande alvoroço na pequena cidade onde moram. Recomendo porque acho importante que um ator como ele seja reconhecido por todos os tipos de papel.

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