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Livro: Pandemônio (resenha)

Não existe o antes. Só existe o agora e o que vem depois.

“Em um mundo sem amor, é isto que as pessoas são umas para as outras: valores, benefícios e encargos, nada além de números e dados. Nós pesamos, quantificamos, medimos, e a alma é esmagada até virar pó.” (p. 117) 

Pandemônio

 Título: Pandemônio (Pandemonium)
Autora: Lauren Oliver; editora: Intrínseca
Ano: 2013; páginas: 304

Em Pandemônio, segundo livro da série escrita por Lauren Oliver, encontramos a protagonista Lena Haloway recém-fugida de Portland e tendo que lidar com um mundo novo que se desdobra à sua rente: a Selva. Neste local, os chamadosInválidos – pessoas que fugiram da cura do mal do século, o deliria (ou simplesmente amor) – buscam refúgio do sistema implantado pelo governo e incentivado por uma organização chamada ASD (sigla para América Sem Deliria). Nos EUA pós-intervenção, a cura é ministrada em adolescentes entre 17/18 anos, observando-se os riscos que podem ser trazidos à saúde e a eficácia da aplicação. A ASD tem por objetivo certificar-se de que a cura seja aplicada em todos, sem exceção, a partir de uma idade mínima de 16 anos passível de redução conforme o avanço dos estudos sobre a cura.

(Spoiler alert loucamente ligado daqui em diante, be aware.)É por meio da ASD que Lena conhece Julian Fineman. Filho do mais proeminente representante da ASD, Thomas Fineman, Julian está com sua intervenção marcada quando Lena recebe a missão de manter um olho atento nele. Agora parte da Resistência, como os Inválidos se autointitulam, Lena é orientada por Graúna e Prego, amigos que conheceu na Selva, a seguir Julian em uma manifestação da ASD em Nova York. A manifestação não termina nada bem: após ser atrapalhada pela presença dosSaqueadores – não-curados que, ao contrário da Resistência, querem apenas se opor ao sistema sem oferecer ideias do que implantar no lugar –, os Fineman precisam se retirar rapidamente do local. Ao tentar seguir Julian, Lena vai parar nos túneis do antigo metrô, onde os dois acabam sendo sequestrados e mantidos em cativeiro por motivos até então desconhecidos para ambos.

Daí em diante, começa a luta de Julian e Lena para escaparem do cativeiro, sendo os dois pertencentes a lugares distintos  e opostos no sistema então vigente; quando Julian descobre que Lena faz parte da Resistência, sua primeira reação é tentar se manter afastado. O caminho que os leva pelos tuneis do metrô para fora do cativeiro, no entanto, acaba por extinguir as diferenças entre os dois. Mais: faz com que acabem por se envolver sem mesmo se dar conta disso. Sem nenhuma perspectiva do que fariam no futuro quanto a isso, os dois são pegos juntos em uma batida policial em um dos esconderijos da Resistência conhecidos por Lena (é lei que os não-curados não podem manter contato com pessoas do sexo oposto até receberem a cura). Ao sair da van que a levara do esconderijo, Lena se vê em um abrigo da Resistência – sem Julian e com Graúna e Prego. E ao descobrir que tudo não passara de um plano da Resistência para expor o filho da figura mais proeminente de ASD, Lena começa a perceber que, talvez, todos os lados desse sistema tirânico estejam corrompidos.

Pandemônio

Mais algumas surpresas acompanham Lena no decorrer do livro, mas contar tudo já seria spoiler demais. Um dos pontos altos, na minha opinião, é aalternância entre “antes” e “agora” no decorrer da narrativa. Os capítulos não são numerados, mas se revezam entre o ponto de vista da Lena de Portland a partir do momento em que se separou de Alex na cerca que delimitava a Selva e da nova Lena de Nova York que faz parte da Resistência. Achei um toque interessante da autora para dinamizar a narrativa. Por outro lado, em comparação ao primeiro livro da série, achei a história uma pouco mais superficial e, até mesmo, infantil. Em Pandemônio, é bastante previsível tudo que vai acontecer (com exceção do final), coisa que não acontece no primeiro livro da série, Delírio.

Avaliação: 3 xícaras

Eu recomendaria o livro, apesar de ter achado um pouco inferior em relação aDelírio, porque a escrita de Oliver ainda me agrada bastante. Eu me encantei em Delírio e Pandemônio conseguiu manter o nível quanto a isso. Requiém, terceiro e último livro da série, já está na minha lista de próximos livros para ler.

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