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Filme: O Lobo de Wall Street (resenha)

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Título: O Lobo de Wall Street
Direção: Martin Scorsese; roteiro: Terence Winter (roteiro baseado o livro de Jordan Belfort “The Wolf of Wall Street”)
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot Robbie; Kyle Chandler; Matthew McConaughey
Ano: 2013; duração: 180 min; país: Estados Unidos
Gênero: comédia, biografia
(Censura: 18 anos)

“Was all this legal? Absolutely not!”

O Lobo de Wall Street concorre em cinco categorias do Oscar 2014, sendo elas melhor roteiro adaptado (Terrence Winter), melhor diretor (Martin Scorsese), melhor ator coadjuvante (Jonah Hill) e melhor ator (Leonardo DiCaprio), além de melhor filme. Já ganhou outros 17 prêmios, incluindo neles o Globo de Ouro de melhor ator em filme de comédia ou musical para DiCaprio. Será que esse ano vem o Oscar?

O filme, baseado numa história real, os apresenta as memórias do corretor de ações Jordan Belfort, que começa a vida em Wall Street, durante a década de 80, aos vinte e poucos anos, numa corretora grande onde seu chefe, Mark Hanna (Matthew McConaughey, que faz uma aparição rápida, porém digna de nota), lhe mostra aspectos do trabalho de um corretor de seguros que Jordan não havia pensado antes. Hanna também mostra que uma vida de sexo e drogas é o caminho mais fácil e certeiro de sucesso aquele ramo.

Jordan passa por seu tempo de experiêcia e logo assume o cargo de corretor, porém, logo no primeiro dia em que vai atuar como tal, a grande Segunda-feira Negra (Black Monday*) atinge todo o mundo e a empresa na qual ele trabalhava quebra, deixando-o desempregado. Ele, então, procura um outro emprego e acaba achando uma vaga de corretor de ações em um “Penny Stock”**. Mesmo trabalhando com ações muito menos valiosas do que as que trabalhava antes, ele não demora a começar a fazer muito dinheiro.

dicaprioPouco tempo depois, Jordan conhece Donnie Azoff (Jonah Hill) e ambos começam a trabalhar juntos e fazem ainda mais dinheiro, ao mesmo tempo em que seguem o conselho do primeiro chefe de Jordan e levam uma vida com muito sexo e drogas. E aí, então, com outros amigos, eles fundam a Stratton Oakmont. A partir daí o sexo, as drogas e as ilegalidades só aumentam e o FBI acaba envolvido a história, representado pelo detetive Patrick Deham (Kyle Chandler). E por aí a história segue.

Sobre o roteiro o que tenho a dizer é que gostei e, por mais óbvio que ele pareça algumas vezes, acredito que foi bem desenvolvido; porém eu, pessoalmente, cortaria uma ou duas cenas que me pareceram extremamente desnecessárias e fora de contexto (e não me refiro às inúmeras cenas de sexo ou de consumo de drogas, pois acredito que o “sexo, drogas e rock ‘n roll” foi literal desde o início do filme e foi parte significativa do começo ao fim).

Quanto à direção de Scorsese eu nem tenho muito a dizer por acabar sendo muito parcial (adoro-o e adoro todos os filmes que ele faz); foi incrível. Já quanto às atuações de Leonardo DiCaprio e Jonah Hill eu posso discorrer um pouco mais.

Quando eu vi quem era o parceiro de cena de DiCaprio, fiz careta na hora. “Esse bobalhão fazendo um filme desses até parece uma piada extra do roteiro”, foi o que pensei ao ver Jonah Hill no trailer. Antes de assistir, eu só conseguia pensar em Hill como o vilão de “Megamente”, o “super-herói” Tighten (dublado por ele), e confesso que por algumas vezes, durante o filme, a imagem do desenho vinha à minha cabeça; apesar disso, fiquei extremamente satisfeita de poder morder pelo menos um pouco a minha língua quanto à escalação de Hill para o papel. A atuação dele foi incrivelmente boa e convincente. E o sentimento de simpatizar e odiar Donnie Azoff me faz acreditar ainda mais na atuação toda. Foi uma das melhores surpresas do filme.

dicaprio_hillJá DiCaprio… Bem… Esse é outro assunto no qual é difícil, pra mim, manter a imparcialidade. As boas atuações dele não são recentes e eu me junto ao clube de pessoas que acham que a Academia é injusta com ele desde sempre. Consigo enumerar vários bons papéis que ele fez (entre eles os meus dois favoritos: Teddy Daniels em “A Ilha do Medo”, também sob as asas de Scorsese, e Calvin Candie, em “Django Lire”, sob a direção de Quetin Tarantino) e o papel de Jordan Belfort, com certeza, entra a lista das ótimas atuações dele. Assim como Hill, ele é convincente e nos faz gostar e odiar Jordan ao mesmo tempo – acho que mais gostar do que odiar – e convence a cada cena. Expressões faciais, gestos, entonações, Leo é fantástico.

Apesar de olhar a lista de indicados a Oscar de melhor ator e choramingar por achar que a maioria ali merece, minha torcida é toda do Leo. Sobre os outros prêmios aos quais concorre, acredito que foram todas indicações justas, mas tenho minhas dúvidas sobre as chances reais. Independente disso “O Lobo de Wall Street”, apesar de longo, é um filme bem desenvolvido e que merece atenção.

Avaliação: 4 xícaras (4/5)

*”Black Monday” se refere ao dia 19 de outubro de 1987, no qual bolsas pelo mundo todo sofreram uma queda brusca. Nos EUA a queda das ações chegou a quase 25% em horas e foi comparada à quebra da bolsa de valores em 1929, a “Black Thrusday” (quinta-feira negra).

**”penny stocks” são corretoras menores que investem dinheiro em ações pequenas e arrenda bem menos dinheiro do que as grandes corretoras; acredito que não temos penny stocks no Brasil, por, numa busca rápida, não ter achado informações em português, no entanto, fica a dica caso você se interesse por economia).

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