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Livro: Cartas do Papai Noel (resenha)

563612_713527535323924_432484384_n (1)  Título: Cartas do Papai Noel
Autor: J. R. R. Tolkien
Organização: Baillie Tolkien; Tradução: Ronald Eduard Kyrmse
Editora: Martins Fontes
Páginas: 168
Ano: 2012
Gênero: Literatura Fantástica

 

 

Tolkien também é Papai Noel (e o Urso Polar e o elfo Ilbereth…)

Conhecemos J. R. R. Tolkien por todo o universo de literatura fantástica que ele criou durante sua vida toda como escritor e professor de Oxford, mas você sabia que durante mais de 20 anos ele escreveu cartas a seus filhos como se fossem cartas do Papai Noel? Elas chegavam pelo correio endereçadas a eles, tinham selos do Polo Norte – algumas até tinham desenhos – e muitas histórias engraçadas do Urso Polar e de outros ajudantes do Papai Noel.

O livro “Cartas do Papai Noel” (“Letters From Father Christmas” em inglês) foi organizado por Baillie Tolkien, secretária de J. R. R. Tolkien e a segunda esposa de seu terceiro filho, e é uma coletânea das cartas que Tolkien escreveu entre 1920 e 1943 se passando por Papai Noel, todas dedicadas a seus filhos (John, Michael, Christopher e Priscilla), contando histórias fantásticas sobre o Urso Polar, elfos das neves, gnomos vermelhos, ursos das cavernas e até de trasgos que ameaçaram mais de uma vez atrapalhar o Natal.

1511089_713524951990849_1866394853_nPor muitas vezes Tolkien usa essas histórias como modo de se desculpar com as crianças, de maneira indireta, pela falta de um ou outro presente que eles pediram em suas cartas ou pela demora em enviar as cartas, mas as histórias parecem tão fantásticas a uma criança que acredita em Papai Noel que tudo é perfeitamente compreensível. (Como você não vai acreditar que foi por causa da invasão dos trasgos aos porões da Casa do Penhasco que você não ganhou o brinquedo que pediu? Ainda mais se for o Papai Noel te contando com todas as reviravoltas e ajudas dos elfos e dos gnomos?)

Conforme seus filhos foram crescendo, ele foi direcionando a carta aos que ainda acreditavam no Papai Noel, mesmo que sempre colocasse coisas como “carinho para o John, que deve estar crescendo muito, já que não me escreve mais (por isso fui simplesmente obrigado a descobrir quais eram as tintas(..))” e coisas semelhantes, até que suas últimas cartas fossem direcionadas somente à mais nova, Priscilla.994673_713524861990858_484198598_n

Algumas das cartas foram digitalizadas e adicionadas à edição do livro, bem como os desenhos, feitos pelo próprio Tolkien. A caligrafia tremida que ele imita para que pareça um velhinho de mãos trêmulas escrevendo, a caligrafia grossa e angulosa de um urso que tem patas gordas, a caligrafia fina e pequena de um elfo-secretário; Tolkien se atenta a cada uma dessas coisas e faz tudo parecer tão real quanto você desejaria que fosse. Ele chega, em uma das cartas escritas por seu elfo-secretário, Ilbereth, a reproduzir a escrita élfica que criou para seu universo da Terra Média!

Coloquei algumas imagens (foi difícil escolher) pra vocês terem uma ideia do cuidado que ele tinha com cada uma das cartas, mas não vou contar as histórias, pra não perder a graça da leitura, que é sensacional e, gente, nesse fim de semestre acidentado com greve, foi a melhor coisa que eu poderia ter lido e que eu recomendo com muita ênfase. É um presente incrível pra pessoas de qualquer idade e, com o Natal logo aí, nada mais propício.

E quem não queria ter um J. R. R. Tolkien de vovô, né?

Avaliação: 5 xícaras 5/5

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