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Livro: Paper Towns (resenha + reading experience)

Paper TownsTítulo: Paper Towns (Cidades de Papel)
Autor: John Green
Editora: Speak (publicado no Brasil pela Intrínseca)
Páginas: 305
Ano: 2008
Gênero: Young Adult

 “Forever is composed of nows”

Quando o mundo todo pareceu se apaixonar por John Green e seu A Culpa é das Estrelas, eu já botei na cabeça que conhecer o trabalho do autor seria uma das minhas metas de leitura. Acabei lendo Paper Towns (Cidades de Papel) no original em inglês e acredito que descobri por que o mundo parece gostar tanto do J.G.

Ganhei o Paper Towns de aniversário da Lun querida (<3), uma amiga que também é teacher e que por conta disso fez questão que eu lesse a versão original em inglês do livro preferido dela do John Green.

O livro é fofo e tem uma trama leve e fluída, com personagens super agradáveis de se acompanhar ao longo da história, mas ao mesmo tempo em que John Green foi me conquistando com sua escrita jovem, foi me perdendo com o enredo.

Paper Towns

Paper Towns é narrado em primeira pessoa por Quentin Jacobsen, um adolescente às vésperas de terminar o colegial e que passou boa parte da vida encantado por sua vizinha, Margo Roth Spiegelman. Ela é a garota mais popular do colégio e ele é acostumado a ser intimidado por valentões. Vivendo em dois mundos distintos na escola, Q se surpreende quando Margo aparece uma noite em sua janela convidando-o para uma noite de vingança e diversão pela cidade. Quando a noite chega ao fim, Q acredita que ele e Margo voltarão a ser próximos como na infância, mas Margo desaparece, deixando uma trilha de pistas direcionadas a ele, que passa a viver em função de desvendar o mistério e reencontrar a garota.

O resumo é horrível e sem graça, mas o livro não é. Ao longo da leitura, consegui compreender os motivos que fizeram Quentin sentir que precisava encontrar Margo novamente. Aliás, foi Quentin quem me impediu de abandonar o livro diversas vezes e, sendo ele o protagonista e narrador, ele consegue representar uma parte importante da história toda.

Paper Towns

Não foi uma leitura que eu sinta que me acrescentou muita coisa. Não vi grande mérito na história e em muitos momentos senti como se estivesse lendo alguma das fanfics que passei praticamente toda a adolescência lendo por aí. Mas uma coisa precisa ser dita: John Green é um grande nome para o gênero que escreve. Consigo entender que o fato de eu não ter gostado muito do livro não é uma falha do enredo e muito menos da narrativa. Eu apenas não gosto desse estilo de história, onde o romance adolescente parece ser mais importante do que todo o resto do universo criado pelo autor.

Avaliação: 2,5 xícaras

Se você gosta de tramas desse estilo, leituras leves e descontraídas, uma narração bem estruturada e de fácil digestão – e não se importa com o protagonista repetindo o nome “Margo Roth Spiegelman” centenas de vezes ao longo do livro -, eu recomendo que leia Paper Towns. Ele pode te conquistar e muito. Ou não. Quem sabe?

Paper Towns

Reading experience

A edição de Paper Towns que li é uma paperback em inglês publicada pela Speak, que inclui uma lista dos outros livros do autor, sinopses, recomendações, amostra das artes de capa e questões para discussão acerca da história, além de trazer o primeiro capítulo de The Fault in Our Stars. Apesar de ser uma edição mais “econômica”, a diagramação interna e as informações extras sobre o autor – para quem não conhecia nada a respeito de John Green – fazem com que seja uma edição muito boa.

Eu classificaria o nível da leitura como algo entre básico e intermediário, dependendo das dificuldades e pontos fortes de cada leitor. English students que queiram pegar Paper Towns como um extra reading exercise podem ler sem medo. O vocabulário usado pelo autor é bem simples e a narração é direta e de boa compreensão.

Bônus: o livro tem questões em inglês que podem guiar um bom speaking exercise!

Paper Towns

Would you like an appetizer?

“The way I figure it, everyone gets a miracle. Like, I will probably never be struck by lightning, or win a Nobel Prize, or become the dictator of a small nation in the Pacific Islands, or contract terminal ear cancer, or spontaneously combust. But if you consider all the unlikely things together, at least one of them will probably happen to each of us. I could have seen it rain frogs. I could have stepped foot on Mars. I could have been eaten by a whale. I could have married the queen of England or survived months at sea. But my miracle was different. My miracle was this: out of all the houses in all the subdivisions in all of Florida, I ended up living next door to Margo Roth Spiegelman.” (p. 3)

Paper Towns

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6 comentários em “Livro: Paper Towns (resenha + reading experience)

  1. Gostei da resenha, bem sincera.
    Esse é o livro do JG que eu tenho menos interesse de ler por parecer só mais um YA sem nada especial. Mas quem sabe seja bom pra quando eu quiser me distrair.

  2. Cara, eu AMO o John Green, mas não tenho nenhuma vontade de ler mais nenhum livro dele. Eu gostei de “A culpa é das estrelas”, acho que porque foi mais do que eu esperava e porque a história e interessante, mas depois disso, só más experiências.
    Ler sua resenha só confirmou que eu realmente não preciso ler mais nenhum livro dele mesmo que as pessoas digam que “oh my god, eu amo os livros do John Green”, mas é, de fato, ótimo pra distrair (caso você não fique irritado com o livro, claro).

  3. Que bom que eu demorei pra descobrir essa resenha e ler e vir comentar. Quando eu terminei Paper Towns, eu tive certeza que esse era o melhor livro do JG (não meu favorito, que sempre, inevitavelmente, será Will). Depois de ler Alasca, eu coloquei eles dois eram os melhores. Com o passar do tempo, eu coloco Paper Towns como fraco nível Katherine AHAHAHAHA! Alasca e Paper Towns são livros muito parecidos, muito mesmo, mas eu vejo mais “meaning” na Alasca do que na Margo… Quanto mais eu penso na Margo, mais imbecil eu penso que ela é.
    O que fica de Paper Towns, pra mim, é o mesmo que ficou em Will: a abordagem sobre a amizade. Inclusive, é algo muito forte em todos os livros do John, e essa é provavelmente a minha coisa favorita sobre ele.
    Eu gostei muito da sua resenha! Como eu já disse algumas vezes, eu entendo perfeitamente isso de esperar mais do John (confesso, eu também espero). Ele é meu favorito por ‘n’ motivos, mas não é o autor mais genial que eu já li (o vejo muito mais como uma PESSOA genial do que como um AUTOR genial, inclusive), nem os melhores livros.
    Agora eu quero muito saber sua opinião sobre tfios! Muito mesmo. E, se você achar que tudo bem, recomendo Alasca, porque eu acho que a discussão Margo vs. Alasca pode ser bem interessante :)

    1. A Margo é uma chata! HAHAHA
      Eu quero muito ler tfios. PRECISO saber qual é a desse livro. E to esperando tanto dele que to até com medo. De verdade.

      Vou acabar lendo Alasca também, só não sei quando. x.x

      Mas que bom que tu curtiu a resenha, cara!

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