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Seriado: Teen Wolf (Resenha)

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Título: Teen Wolf;
Criador: Jeff Davis; Elenco: Tyler Posey, Dylan O’brien, Tyler Hoechlin, Crystal Reed, Holland Roden, Colton Haynes
Ano: 2011;
Duração: 3 temporadas (seriado em andamento);
País: Estados Unidos

Não sei se considerarei esse post como uma indicação para os leitores, considerarei mais uma crítica a um dos únicos seriados que me prenderam a atenção de fato nesses últimos tempos recheados de sitcoms eternos, séries criminais, ficção científica e muito drama.

Sim, como o nome mesmo diz, Teen Wolf é um seriado sobre um adolescente asmático e aspirante a jogador de lacrosse – Scott McCall, interpretado por Tyler Posey – que, após ser mordido por um animal desconhecido (que não será tão desconhecido assim depois de alguns episódios), torna-se um lobisomem e tem sua vida virada de cabeça para baixo.

Scott estava apenas se preparando para o primeiro dia de aula e, consequentemente, para as provas de seleção para o time de lacrosse da escola, quando seu melhor amigo, Stiles Stilinski, interpretado por Dylan O’brien, filho do xerife de Beacon Hills, aparece dizendo que seu pai e os outros homens da polícia local encontraram um corpo na floresta, mas que não era um corpo qualquer, pois só metade tinha sido encontrada. Os dois garotos, como bons adolescentes que são, resolvem ir até a floresta procurar a outra metade do corpo, mas algo dá errado no meio do caminho e nosso protagonista se separa de seu fiel escudeiro, e é, então, mordido pela tal criatura desconhecida.

Em meio às novas sensações trazidas pela mordida, tais quais a auto-confiança que ele cria por não ter resquício nenhum de asma e o aumento de seus reflexos (quase como um Spiderman em versão lupina), Scott se envolve com Allison Argent, interpretada por Crystal Reed, aluna nova na Beacon Hills High School, e os problemas começam a surgir.

Derek Hale, interpretado por Tyler Hoechlin, aparece, então, na trama como uma das personagens antagonistas e diz ao adolescente que pode ajudá-lo a controlar os instintos, agora animalescos, devido à lua cheia que se aproxima, mas Scott não lhe dá ouvidos e o acusa de ser o responsável por sua transformação, o que Derek não poderia ser, já que é um lobisomem beta – apenas lobisomens alfa podem transformar humanos em lobisomens.

Sem mais delongas (ou spoilers) sobre o plot, enfoco minha pseudo-crítica no desenvolvimento das personagens durante as três temporadas existentes; acredito que esse seja o ponto que mais me chama a atenção no seriado e me faz não querer largá-lo, à parte o envolvimento emocional que acabei criando, mesmo sem querer.

Durante os mais de trinta episódios já exibidos pela MTV Americana, nota-se o amadurecimento das personagens envolvidas na trama, não apenas as que eu citei acima, mas também outras que surgem no decorrer da história. Para mim, o caso mais notável desse amadurecimento é a personagem interpretada por Holland Roden, Lydia Martin, que aparece inicialmente como uma versão ligeiramente alterada de Regina George, de Mean Girls (Meninas Malvadas, no Brasil) e, após algumas idas e vindas, torna-se parte vital do enredo, como jamais esperaríamos.

Acho interessante o modo como Jeff Davis desenvolve, a partir de um plano de fundo aparentemente muito simples e óbvio – afinal é um seriado adolescente – peças que se justapõem de tal maneira a parecerem complexos algumas vezes; mas, mais interessante ainda, acho que o modo com o qual ele brinca com as personagens secundárias e as faz serem tão importantes para o desenvolvimento da história quanto o próprio protagonista.

E eu poderia seguir nessa análise por longas páginas, mas aí estaria extrapolando os limites do aceitável para um modesto post de blog, além de começar a dar muito spoilers!

Os efeitos não são dignos de prêmio, a história é simples e adolescente, mas, como disse a minha querida Marina outro dia, enquanto assistíamos a um episódio juntas, “Teen Wolf tem umas cenas muito clichês de filme B, mas que são muito geniais” e eu não poderia quotar mais essas palavras do que faço agora.

A classificação que dou ao seriado talvez não agrade a muitos (aos fãs, acreditem, não me agrada também) e não chame a atenção de muitos outros, mas me vejo na obrigação de ser verdadeira quanto à “qualidade do produto”.

Avaliação: 2,5 xícaras (2,5/5)

A quem se interessou e deseja assistir para “desencanar da vida e dos problemas”, como eu mesma me propus a fazer quando comecei a assistir, digo de antemão que, conforme for o seu apego com seriados, o plano de “desencanar” vai por água abaixo, porque a intensidade de tudo que está envolvido ali começa a tomar proporções inacreditáveis a partir de um certo ponto. No entanto, entre uma decepção ou outra, entre um pouco de agonia aqui e outro pouco ali, acredito que Teen Wolf é um seriado que faz seu papel nas circunstâncias e espaços onde foi proposto.

Vale lembrar que os episódios da primeira temporada e, salvo engano, da segunda temporada estão disponíveis no Netflix. O seriado também tem fanpages no facebook e no tumblr.

OBS: Caso você tenha olhado para Tyler Posey e pensado “mas eu conheço esse rosto”, Posey interpretou o filho de Jennifer Lopez no filme Maid in Manhattan (traduzido no Brasil como Encontro de Amor), de 2002, e atuou junto a Ralph Fiennes e Natasha Richardson, além da própria JLo. E, gente, convenhamos, era a coisa mais bonitinha do filme todo.

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3 comentários em “Seriado: Teen Wolf (Resenha)

  1. Eu nunca me interessei por esse seriado, mas vocês falam tanto dele que eu fiquei curiosa!
    E adorei sua resenha! Gostei muito de você ter abordado o amadurecimento dos personagens. Acho que isso é algo que fãs querem ver em todas as séries.

  2. Primeiro eu preciso elogiar a sua imparcialidade na avaliação e na resenha toda, porque eu fico pensando o quão difícil seria se eu me propusesse a escrever uma resenha sobre esse seriado sem me empolgar e dizer que ele é nota mil (imagino que pra você não tenha sido tão fácil também). Segundo eu digo que concordei com tudo o que você disse.

    A nota 2,5 não me agrada como fã também, mas, tecnicamente, é essa a nota pra Teen Wolf sim. Ela só fica 5/5 depois que você já tem todo o apego às personagens, ao plot e até ao Jeff, essa criatura que nos faz sofrer tanto, porque é só através desse conjunto de coisas que o envolvimento fica inevitável e cada episódio se mostra mais e mais emocionante. De fato, não é como a gente pensava, não é pra “relaxar da vida, esquecer do mundo” mas, bom, eu, acho que vale demais ver o crescimento que a história teve no decorrer das temporadas. É bom demais não-relaxar com Teen Wolf. Só podia demorar menos pra sair a temporada 3B, né? Sigh…

  3. Cara, eu confesso que não sei o que comentar por ver a sua avaliação. Eu acho que é uma avaliação muito justa, sinceramente, que nem todo mundo consegue se envolver com os efeitos especiais de quinta e com um roteiro que é, não dá pra negar, bem simples e teen, mas não dá pra não se envolver.

    Sua resenha me fez perceber alguns pontos do seriado que eu nunca tinha me preocupado, porque eu fui completamente absorvida pela série e acho que não consigo simplesmente avaliar friamente e acho lindo que você tenha conseguido isso. Acho que eu me sinto crescendo junto com eles a medida em que os episódios vão passando, sabe? Como se eu estivesse lá em Beacon Hills sendo figurante de uma história que tá acontecendo com um amigo de um amigo meu. Acho que talvez por isso não percebo as pequenas sutilezas do seriado, que nem quando a gente vai crescendo e mudando, mas nos olhamos todo dia no espelho e não conseguimos perceber.

    Queria não só te parabenizar pela resenha, mas agradecer também, principalmente por conseguir ser tão imparcial.

    P.S.: amei ser quotada <3

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