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Seriado: Dead Like Me (resenha)


Dead like me

Título: Dead Like Me;
Criador: Bryan Fuller;
elenco: Ellen Muth, Mandy Patinkin, Callum Blue, Jasmine Guy, Laura Harris, Christine Willes, Britt McKillip, Cynthia Stevenson;
ano: 2003 – 2004; duração: 2 temporadas e 29 episódios; país: Estados Unidos

A morte lhe cai bem

Tive um momento de dúvida se indicava essa série aqui, pois ela foi cancelada antes do que deveria. Mas acho que, mesmo com esse fator, vale muito a pena conhecer. Dead Like Me é um seriado que trata sobre a vida e a morte, mas não é nada muito emotivo, e sim, carregado de humor negro.

Georgia “George” Lass é uma garota mal humorada e que não tem muita paciência para lidar com pessoas, e isso inclui sua família. Ela não tem ambições ou amigos, nem esperança de uma carreira. Depois de largar a escola, sua mãe a obriga a ir trabalhar e ser alguém na vida, e ela vai, mesmo a contragosto. No primeiro dia de trabalho, entretanto, George acaba morrendo de uma forma bastante inusitada, e se transforma numa espécie de morta-viva, ou melhor, uma ceifadora.

Ela logo descobre que precisa ceifar uma cota de almas para poder partir para o segundo plano, e, enquanto isso, precisa viver na Terra com outro corpo e outra identidade. Ela entra para um grupo de ceifadores composto por Rube (o líder), Roxy e Manson, no início, a ceifadora Betty também faz parte do grupo, mas acaba sendo substituída por Daisy. Rube é encarregado de entregar um post it com as iniciais e o sobrenome do futuro morto, o local e o horário em que a morte irá acontecer. O trabalho de George nada mais é do que tirar a alma da pessoa antes da morte, para que não haja dor.

O seriado é repleto de humor negro e reflexões sobre a vida e a morte. Cada ceifador tem sua história e seus problemas, que no decorrer dos episódios são mais explorados. George é a narradora e figura central, então o espectador tem acesso aos seus pensamentos e emoções, que adquirem um cunho muito reflexivo conforme o tempo passa.

O que mais me encanta nesse seriado, o fazendo ser o meu favorito, é a maneira despretensiosa na qual as questões humanas são colocadas. Como cada ceifador lida com sua condição, suas personalidades e visões sobre a vida e a morte. George se transforma, tarde demais, mas se transforma. Ela começa a ver a família de uma forma diferente, começa a se relacionar com as pessoas de forma mais íntima, coisa jamais imaginada por ela em vida.

Preciso avisar: essa série não vai agradar quem gosta de ação. Há mortes, sim, mas elas são tratadas de uma forma muito natural, virando rotina, então não há cenas pesadas de mortes ou qualquer coisa do estilo. Já li algumas resenhas em que as pessoas reclamavam que o seriado era muito parado, mas é exatamente essa a proposta. É um enredo que trata do ser humano, que trata da morte com um humor quase negro. As cenas de morte chegam a ser cômicas em alguns momentos, mas também há certas mortes mais carregadas de drama, por toda a situação criada em volta daquela pessoa.

Os personagens são bem marcantes, com personalidades bem fortes, é impossível não simpatizar com algum. E também é impossível não morrer de raiva em alguns momentos.

O seriado foi cancelado após uma briga que o criador teve com a produtora, por incompatibilidade de interesses. Eu gostaria muito que tivesse mais temporadas, pois várias questões ficaram abertas, mas isso não prejudicou o meu gosto pela série.

Avaliação: 5 xícaras

Indico para todo mundo, óbvio, mas principalmente para quem gosta de assistir filmes ou séries que lidam com a vida e a morte, e também gostam de um toque de humor politicamente incorreto. E, claro, para quem não liga de assistir séries canceladas antes da hora.

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6 comentários em “Seriado: Dead Like Me (resenha)

  1. “Indico para todo mundo, óbvio, mas principalmente para quem gosta de assistir filmes ou séries que lidam com a vida e a morte, e também gostam de um toque de humor politicamente incorreto.”
    Oxe, amor, tá falando comigo? *-*

    Eu adorei a sua resenha. Me deixou morrendo de vontade de conhecer a série! Adoro coisas que apresentem uma visão diferenciada da relação humana com a vida e a morte. Com certeza, vou dar um jeito de assistir!

  2. Essa série é demais mas eu precisaria revê-la por que acho que nunca levei ela muito a sério. Sua resenha me deu vontade de pegar pra fazer uma maratona básica. Só falta tempo pra isso.

  3. Seus posts sempre me dão trabalho, porque eu nunca sei do que você tá falando e fico sem saber o que comentar. Comecei a ler esse post achando que ia ser exatamente assim, mas, quando vi, já estava absolutamente DOIDA pra ir atrás desse seriado que você resenhou. Eu não gosto da temática morte, porque costuma incluir sangue, pedaços de corpo e essas coisas todas (sou viadinha, fazeroq), mas me peguei muito interessada por essa! Já ganhei link pra ela e já baixei o primeiro ep, agora só falta uma horinha pra assistir. Tô curiosa! Adoro resenhas que contam só o suficiente pra me deixar curiosa, não brochada por já ter lido tudo o que acontece e perdido o interesse antes mesmo de começar, por isso adorei a sua resenha :3

    1. Tu sabe que eu amo a temática morte com sangue e pedaços, né HAHA Mas o que me encantou nesse seriado foi exatamente o fato de tratar de morte, ter mortes, mas não ser absolutamente nada de terror. As coisas são tratadas de maneira cômica mesmo, é bem curioso; Meu palpite é que tu iria adorar, js

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