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Filme: Donnie Darko (resenha)

donnie darko

Título: Donnie Darko

Direção: Richard Kelly; roteiro: Richard Kelly; elenco: Jake Gyllenhaal, Maggie Gyllenhaal, James Duval, Jena Malone, Daveigh Chase, Mary McDonnell, Holmes Osborne, Drew Barrymore, Patrick Swayze, Noah Wyle

Ano: 2001; duração: 113 minutos; país: Estados Unidos

28:06:42:12 O Universo de Donnie Darko

“Why do you wear that stupid bunny suit?
Why are you wearing that stupid man suit?”

Reassisti Donnie Darko na semana passada – alguns bons anos depois de ter assistido pela primeira vez – e esse diálogo ficou preso na minha cabeça desde então.

Eu tenho uma péssima memória quando se trata de nomes de personagens, cenas de filme e essas coisas (só para entenderem o drama, se eu fico uma semana sem acompanhar algum dos meus seriados favoritos, sempre acabo esquecendo o nome de metade dos personagens). Achei engraçado notar como funciona a memória emotiva nesses casos: eu me lembrava perfeitamente que tinha achado o filme incrível, mesmo não conseguindo citar uma cena sequer.

Richard Kelly entrou para a minha lista de diretores mais loucos só por conta de Donnie Darko. Mas ele bem fez por merecer. O filme conta a história de Donnie, um adolescente problemático perturbado com visões de um garoto fantasiado de coelho. Muitas das críticas que li sobre a obra começam falando do preconceito que as pessoas sentiam ao ler essa sinopse. E eu não consegui deixar de comentar aqui que cheguei a rir enquanto escrevia este parágrafo, porque o filme realmente não parece nada interessante quando se tenta explicar o enredo de forma tão crua.

A verdade – e acreditem, porque eu não costumo me impressionar com esse aspecto – é que Donnie Darko tem o enredo mais complexo dentre todos os filmes que já assisti. Quando o filme acabou e eu olhei para a expressão da minha amiga – que era basicamente a mesma expressão que eu tinha no rosto: um misto de confusão e ansiedade de conseguir compreender o que havíamos acabado de assistir -, deu pra notar que a complexidade do enredo não foi uma pira só minha.

Entramos na internet para procurar críticas e explicações e tudo o que descobrimos foi que não existe uma explicação final. Encontramos uma infinidade de textos em blogs, sites e redes sociais bolando teorias e criando hipóteses do que teria realmente acontecido, mas nada que fosse conclusivo. Isso só conseguiu me deixar ainda mais envolvida com a história.

O filme começa com um acidente bizarro: uma turbina de avião cai do céu no meio da noite bem no quarto de Donnie, que – aparentemente de forma milagrosa – não estava em casa. O acidente parece, a princípio, não ter ligação nenhuma com a história além de iniciar uma contagem regressiva para o “fim do mundo”, que começa com os número 28:06:42:12 (deixo as explicações para o filme). Donnie, seguindo os comandos de Frank – o tal garoto na fantasia de coelho gigante -, tratado no filme como seu “amigo imaginário”, começa a praticar alguns atos de vandalismo, que vão se agravando conforme o enredo se torna mais tenso.

No fim, a origem da tal turbina que cai no quarto do Donnie se torna um pouco mais clara, mas nem tanto. Muitos textos sobre o filme se focam basicamente nesse evento grotesco, e as explicações atingem a pira de existência de um “universo tangente”.

Avaliação: 5 xícaras (5/5)

Bônus: Jake Gyllenhaal na pele de Donnie Darko é nada menos do que apaixonante, se é que se pode levar em conta a opinião de uma fã que ficou encantada até mesmo pelo “Bubble Boy”.

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5 comentários em “Filme: Donnie Darko (resenha)

  1. Assisti esse filme há muito tempo e não entendi nada. Se me perguntassem do que se trata, a única coisa que eu saberia dizer é que o guri é esquizofrênico e o diretor também haha

    Fiquei com vontade de reassistir agora, pra ver se eu finalmente consigo entender.

    1. A pira vai muito mais longe do que esquizofrenia – que foi o que em me lembrava de ter entendido na primeira vez também.
      Recomendo mesmo que assista de novo. As coisas não vão ficar claras de primeira, mas isso é um ponto positivo no qual muitos filmes falham – criar um tipo de necessidade de reflexão.

      Você não consegue mastigar e engolir Donnie Darko. Ele parece que fica entalado na garganta por uns dias.

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