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Livro: A Batalha do Apocalipse (resenha)

Castas de anjos

Título: A Batalha do Apocalipse: da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo
Autor: Eduardo Spohr; editora: Verus
páginas: 586; ano: 2010

Uma batalha; um universo; um apocalipse

Eu me senti até meio deslocada quando uma amiga me apresentou A Batalha do Apocalipse em dezembro do ano passado. Sempre gostei do gênero, de histórias com anjos e demônios, de literatura fantástica. Há anos não lia nada do estilo, por preguiça e um pouquinho de orgulho imaturo de achar que gostar de livros com tantos elemento mágicos me fazia parecer infantil. E foi esse livro que me trouxe de volta, de certo modo.

Desde pequena, uma coisa que eu fazia muito era inventar universos. Imaginava como seriam as construções, o clima, o cheiro dos lugares, a voz das pessoas e tudo em que pudesse pensar. Talvez por isso, o que mais me chamou atenção no livro no primeiro contato que tive com ele foi a parte de extras que vem na edição especial. O autor divide todas as castas de anjos, explica suas divindades, conta sobre o ambiente em cada parte do Paraíso e até nos dá esquemas de como funciona a hierarquia. Imagine só eu, jogadora compulsiva de RPG, lendo todos esses extras. Foi quase um frenesi. Ou chegou a ser. E acho que isso explica o que eu vou dizer agora: recomendo – e muito! – a edição especial.

Para quem não conhece a história do livro, vou tentar dizer o máximo possível sem spoilers: a trama gira em torno do Ablon, um anjo renegado expulso do céu e condenado a viver preso a seu avatar humano para sempre, e Shamira, uma necromante. A história mistura passado e presente o tempo todo. No presente, os arcanjos deixados pelo Criador estão às margens de uma guerra pelo domínio do universo. No passado, o livro caminha por diversos momentos da história da humanidade, mostrando a influência dos anjos e demônios sobre os eventos que aconteceram na Terra.

Quando você começa a ler o livro, tem a impressão de que aquela avalanche de informações do universo de Eduardo Spohr vai ficar confusa demais no fim. Não fica. Tudo se encaixa perfeitamente. Eu não me lembro de já ter ouvido falar de algum livro desse gênero escrito por um brasileiro e, por isso, o autor me cativou ainda mais.

Avaliação: 4 xícaras(4/5)

Outra coisa que eu achei incrível foi o website criado para divulgação da obra, com trechos, teasers em áudio, sinopse e mais uma porrada de coisas legais. Para visitar o site – porque eu sei que deixei você curioso – é só clicar neste link aqui e se divertir.

Desde que terminei de ler o livro, me sinto mais criança. Não no sentido de imaturidade que havia comentado no começo do texto, mas sim na possibilidade de voltar a viver nos mundos imaginários dos quais eu tanto gostava. E prometo não sair deles tão cedo.

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11 comentários em “Livro: A Batalha do Apocalipse (resenha)

    1. “Filhos do Éden” já está na minha lista de livros que preciso ler. O Spohr foi genial no universo que criou e eu quero – desde o momento em que terminei o livro – me sentir novamente “imersa” nisso tudo.
      Conhecer o Spohr deve ser algo ótimo mesmo. Só escuto elogios sobre ele e sobre as coisas que ele escreve.

  1. Preciso tirar esse livro da estante e ler logo! haha
    Adoro livros que jogam milhares de informações e todas elas são necessárias, faz a pessoa se surpreender várias vezes durante a leitura e não fica chato. Pelo menos pra mim.
    E ser um autor brasileiro é incrível, se tratando dessa temática.

    1. Sim, eu achei incrível saber que o autor é brasileiro. Foi um dos motivos que me fez começar a leitura mesmo. E é um livro genial, cheio de informações e de traços de um universo complexo e completamente diferente do que estamos acostumados a ver.

  2. Eu já tava super interessada em ler esse livro antes de tanto te ouvir comentando dele. Depois dessa resenha, minha vontade só aumentou HAHAH Adoro esse tipo de literatura, e quanto mais trabalhado e detalhado o universo que o autor constroi, mas eu curto. Já coloquei na minha lista pra ler. *-*

    1. Acho que esse seu fascínio por universos bem construídos é uma coisa que todo aspirante a escritor tem. E eu entendo isso justamente por partilhar esse sonho com escrita e coisa e tal. O universo do Spohr é uma coisa tão complexa que eu sinto que falhei em compreender alguns aspectos. E talvez isso se resolva quando eu ler Filhos do Éden, que a Kay já me adiantou que é sensacional.

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